Fantasia em volta de um cálice de Vinho do Porto
ou o lado negro de mim
por Jane & Cia pelas 2:47 p.m.
por Jane & Cia pelas 10:31 a.m.
por Jane & Cia pelas 3:59 p.m.
por Jane & Cia pelas 4:13 p.m.
por Jane & Cia pelas 12:03 p.m.
Tenho asas de dragão,
e a boca cheia de água.
Sou senhor deste castelo de palavras
e desfaleço na sombra de um apenas.
Saberei governar os meus domínios?
Ninguém tem a cabeça cheia de sonhos e sobrevive ao pôr de um sol.
Som que vem do lado de lá dos dias que passaram, e hoje me acompanhou.
"E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos."
E este fim é afinal de quem sempre Acredita!
por Jane & Cia pelas 4:50 p.m.

"É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."
Fernando Pessoa
Volto a este canto de mim,
por ventura o mais escuro,
com palavras de um outro que admiro como a um semi-deus.
Em busca das minhas, essas palavras perdidas
aqui tão dentro,
que precisam de encontrar o seu lugar.
por Jane & Cia pelas 10:08 a.m.
não escrevo a ninguém, deixei de dar notícias. ninguém precisa de saber onde me encontro, se cheguei bem, se vou partir, se mudei de rosto ou de máscara.
um pássaro, dois homens puxando redes.
até quando poderei suportar a minha própria ausência?
e a vertigem?
in O Medo, Al Berto
por Jane & Cia pelas 4:32 p.m.
Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada, porque arrasei o que não quis
em nome da estrada, onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim
de Jorge Palma
por Jane & Cia pelas 12:17 p.m.

consideração desta manhã: ser designer neste meu país é um pouco como vender a alma ao diabo... entregamos alguma réstia de criatividade que em nós possa existir a uma indústria de ideias obsoletas e pouco humanas. O cliente aprendido em tempos académicos como "O Cidadão" passa a ser "O Comprador"... tudo é sacrificado em função de intuitos mercantilistas... bem estar e projectar o amanhã... são apenas cenários esquecidos no caderno preto de outrora... o resto é fazer para alguém vender... em troca de um fim do mês com as contas pagas...
por Jane & Cia pelas 1:42 p.m.
o
Sei de que cor é o céu que habitamos, e deixo-me tantas vezes a contemplá-lo. Muitas batalhas que ainda não me saíram do peito... tanto caminho para percorrer.
Desejo os teus passos, o teu abraço a marca na pele e no peito desta chama que me consome e me alimenta.
Eu e tu.
Neste (nosso) caminho!
por Jane & Cia pelas 4:37 p.m.
por Jane & Cia pelas 10:37 a.m.
Meus olhos, famintos, não se cansam de te acariciar
Procuram sempre um novo ângulo pra te admirar
E sonham mergulhar na sua boca de vulcão
Provar todo o calor que há na sua erupção
Escorregar nos rios claros das margens dos teus pêlos
E encontrar o ouro escondido que brilha em seus cabelos
Devorar a fruta que te emprestou o cheiro
E talvez desfrutar de um amor puro e verdadeiro
Esquecer o espaço, o tempo e o viver
Perder a noção do que é ter a noção do perder
Se um dia eu fui alegria ao te conhecer
Agora canto porque sinto a dor de não te ter
(Admiração -Paulinho Moska)
Eterna parece a tarde...
por Jane & Cia pelas 1:50 p.m.
(D. Quixote - Ilustração de Salvador Dali)
por Jane & Cia pelas 8:16 a.m.