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A Pantera Cor de Prosa

ou o lado negro de mim

Janeiro 18, 2007

Casa


por Jane & Cia pelas 4:01 PM

1 registos:

Mo disse...

e comida na mesa

25 de Abril de 2007 02:47

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O Coração

Demos-lhe sementes; não muitas mas quanto bastasse para não se cansar; água lhe demos, apenas um dedal, para a fonte lhe recordar. Abrimos tão pouco a porta, para que os céus lhe batessem no olhar e à gaiola um pequeno espelho prendemos para de frente a nuvem poder contemplar. Quieta se sentava, com as asas palpitantes. Assim ela cantava. de Solveig von Schoultz (Finlândia)

A Pantera

A minha fotografia
Jane & Cia
tudo o que voa, trepa, se alça e plana sobre o Universo, aves, flores, perfumes, fontes, ramos dobrados, mares grutas, cumes, lugares habitados, vulcões, desertos sombra e luz, noite e estações, nuvens, trovões, neve e bruma passageira, furacões, chuvas generosas, religião e ensinamentos, visões, sensações, silêncio e canto, tudo isso vive e mexe em meu coração: uma liberdade irmã da subtil magia dos filhos da eternidade. no meu coração, aqui sem fundo nem medida, a morte dança com os espectros da vida, aqui sopram os terrores da noite, treme o sofrimento das rosas e, ao seu eco, ergue-se a arte. Abû-Al-Qâsim Al-Shâbbi (Tunisia)
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Esta Casa

Já existiu, num outro tempo, mundo pintado com este mesmo negro. A impulsividade matou-a, e agora essa mesma energia tentará dar-lhe vida de novo. Deixou o mistério que a envolvia, e veio morar onde sempre devia ter estado, junto do coração que a povoa.

Viver todos os dias cansa

As paisagens não se transformam Não cai neve vermelha Não há flores que voem, A lua não tem olhos Niguém vai pintar olhos à lua Tudo é igual, mecanico e exacto Ainda por cima os homens são os homens Soluçam, bebem riem e digeremsem imaginação. E há bairros miseráveis sempre os mesmos discursos, guerras, orgulhos em transeautomóveis de corrida... E obrigam-me a viver até à morte! Pois não era mais humano Morrer por um bocadinho De vez em quando E recomeçar depois Achando tudo mais novo? Ah! Se eu podesse suicidar-me por seis meses Morrer em cima dum divã Com a cabeça sobre uma almofada Confiante e sereno por saber Que tu velavas, meu amor do norte. Quando viessem perguntar por mim Havias de dizer com teu sorriso Onde arde um coração em melodia Matou-se esta manhã Agora não o vou ressuscitar Por uma bagatela José Gomes Ferreira

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